Viver é sonhar, morrer é despertar

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ouspensky e as emoções negativas.

O texto abaixo é excepcional no que concerne a compreensão e separação do eu no processo de compreensão. Claro que não basta apenas aceitar o escrito abaixo, é preciso viver praticamente tal situação. Também é necessário níveis de compreensão para compreender o abaixo, separar o eu e compreende-lo a fim de extirpar não é questão de principiantes, mas todo trabalho deve ter um início e este texto dará a possibilidade de diferentes níveis de compreensão a cerca do segundo fator.
Segue o texto:

"Essa é uma das piores ilusões que temos. Achamos que as emoções negativas são produzidas pelas circunstâncias, enquanto que todas as emoções negativas são produzidas em nós, dentro de nós. Esse é um ponto muito importante. Sempre pensamos que as emoções negativas são produzidas por culpa de outras pessoas ou por culpa das circunstâncias. Sempre pensamos isso. Nossas emoções negativas estão em nós mesmos e são produzidas por nós mesmos. Não há absolutamente nenhuma única razão inevitável pela qual a ação de alguém ou de alguma circunstância deva produzir uma emoção negativa em mim. É somente minha fraqueza. Nenhuma emoção negativa pode ser produzida por causas externas se não quisermos isso. Temos emoções negativas porque permitimo-las, justificamo-las, explicamo-las por causas externas, e desse jeito não lutamos com elas.
— P.D. Ouspensky, em “O Quarto Caminho — Registro de Palestras e Respostas a Perguntas Baseadas nos Ensinamentos de G.I. Gurdjieff”
[2]
Ainda não consigo entender porque todas as causas das emoções negativas estão em mim mesmo.
Se você se observar, verá que as causas externas permanecem as mesmas, mas algumas vezes elas produzem emoções negativas, outras vezes não. Por que? Porque as causas reais estão em você, existem apenas aparentes causas fora. Se você estiver em um bom estado, se você se lembra de si mesmo, se você não está se identificando, então nada que aconteça fora (relativamente falando, pois não estou me referindo a catástrofes) pode produzir uma emoção negativa em você. Se você está num estado ruim, identificado, imerso em imaginação, então tudo que possa ser apenas um pouco desagradável produzirá uma emoção violenta. É uma questão de observação.
— P.D. Ouspensky, em “O Quarto Caminho — Registro de Palestras e Respostas a Perguntas Baseadas nos Ensinamentos de G.I. Gurdjieff”
[3]
Pessoas são máquinas. Porque o comportamento de máquinas deveria produzir emoções negativas? Se uma máquina esbarra em você, é culpa sua, você não deve ficar no caminho da máquina. Você pode ter uma emoção negativa, mas não é culpa da máquina, é culpa sua. Outras pessoas não tem tanto poder sobre você quanto você pensa, é apenas o resultado da identificação. Você pode ser muito mais livre se você não se identificasse, e algumas vezes você é mais livre. É por isso que eu digo que isso deve ser observado. Se você observar bem, você verá que às vezes você se identifica mais, outras menos; e por causa disso, algumas vezes você totalmente à mercê das forças das emoções negativas e outras vezes você tem uma certa resistência. Pode levar um bom tempo para aprender como resistir às emoções negativas, temos muito medo delas, consideramo-las poderosas demais. Podemos mostrar resistência a elas se persistirmos e não considerarmos que são inevitáveis ou onipotentes.
— P.D. Ouspensky, em “O Quarto Caminho — Registro de Palestras e Respostas a Perguntas Baseadas nos Ensinamentos de G.I. Gurdjieff”

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Os tempos em que vivemos e o sentido do trabalho sobre si.

Vivemos num tempo decisivo, nossa existência é um presente, nosso tempo é um bem altamente precioso, é como um combustível que vamos utilizando sem possibilidade de reabastecimento, todavia e cada vez mais as pessoas utilizam seu tempo como o que existe de mais ordinário e estúpido. As pessoas tem se idiotizado a níveis impressionantes ora agindo com uma imaturidade infantil, em outros momentos reagindo pior que um animal. 
Os animais coabitam no período fértil para reprodução, o chamado ser humano fornica a toda hora, acompanhado ou individualmente. O animal ataca alguma presa por instinto a qual a natureza estabeleceu, ele não dispõe de livre arbítrio ou escolha. O chamado ser humano agride por qualquer coisa mesmo tendo a opção de escolha em fazê-lo. O animal cumpre com seu papel e o chamado homem não cumpre com nada, apenas alimenta seus desejos e apetites, seu egoísmo, sua vaidade e ostentação, se perde no mar da distração. O mesmo ser humano acredita que por escrever, se comunicar e dominar uma pequena parcela da ciência, mesmo que de forma deficitária é um ser supremo. Deveria ser e foi chamado a isso, apenas que não tem capacidade de responder a esse chamado se animalizando e hoje se rebaixando mais que um animal da natureza.

Aqueles que descobriram o caminho estreito que conduz a liberdade que se agarrem e muito ao trabalho interno e suportem a pressão que vem de dentro. Não pode existir pressão externa uma vez que aquilo que nos chega são apenas impressões e estas não vem carregadas disso ou daquilo senão que nos mesmos validamos aquilo que nos chega segundo nossa psicologia.