Viver é sonhar, morrer é despertar

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Consciência versus mecânica.

A medida que a consciência se vê livre do defeito ela começa a trabalhar por critérios próprios, incompreensíveis para os demais e digo o porquê. A relação humana acontece por interação entre duas psicologias viciadas e mecanizadas. Uma que age pela mecânica e outra que recebe pela mecânica e assim se entendem. Um exemplo básico disso é que todo aquele que age pelo eu espera obviamente a reação do outro que encaixa em sua expectativa. Contamos uma piada e esperamos o riso dos demais, contamos uma aventura e esperamos reconhecimento dos demais, contamos uma desgraça da vida e esperamos conforto dos demais e da mesma forma reagimos quando nos contam algo. Mesmo que nossa reação seja distinta do que se espera é a mesma mecânica funcionando, seja esta por orgulho, por superioridade intelectual ou outra coisa qualquer. Já a consciência pode sorrir ou não com uma piada e nos sorrir ou não sorrir ela age pelo seu critério indecifrável. 
Ao longo do trabalho um esoterista se torna um pária na sociedade pelo fato de utilizar os critérios do eu. Outro exemplo, no trabalho as vezes cedemos a algo que nos prejudicará devido ao eu querer demonstrar prestatividade junto aos outros e na realidade além de nos prejudicarmos apenas satisfazemos o ego alheio. Já outras vezes a consciência percebe que é necessário aceitar aquilo que lhe chega pela sua própria leitura.

Os "gnósticos" em nome da bondade do ego pagaram muitas coisas por nada esperando reconhecimento em suas ações. A lei ou os Mestres não presenteiam a burrice do eu ou o fanatismo ou ainda interesses do mesmo eu em se tornar algo que não pode A consciência é natural e quando alguém pensa que ela vai agir de um modo comum ela atua de forma não comum e quando a mesma pessoas espera que a consciência atue de modo incomum ela atua de modo comum. Qual o critério para isso? Não existe! Agora querer fabricar isso através do eu apenas gerará mais confusão ainda por que o mesmo eu sabendo disso se encanta e começa a pensar em como imitar a consciência e não podendo se torna novamente a mecânica devido ao fato de que o eu não possui luz própria, ele é o que é, condicionamento. 
Nossa sociedade funciona por condicionamento uns junto aos outros o tempo todo, eis ai a contaminação, a pressão e a cobrança das pessoas que nos rodeiam. Ai está o sentido da revolução interna, não sobre os demais, mas sobre si mesmo e assim exerceremos a correta relação sobre os demais e deixaremos de receber as influências dos demais, que por si mesmas nada valem. 
As pessoas gastam energia falando cretinices, fofocas, experiencias de vida que nada acrescentam e sobretudo contando coisas de um passado morto, ora se vangloriando, ora se martirizando e repito, são conversas mortas, extremamente ordinárias, sem conteúdo luminoso. Viver dessa maneira é de completa inutilidade.

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